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A transexualidade dentro da sociedade

Texto de Dandara Oliveira Dias.

A Transexualidade dentro do âmbito social tem sido tratada como algo novo, sendo que a existência de transexuais e travestis sempre esteve presente na sociedade. Com isso percebemos o quanto somos silenciadas constantemente dentro dos espaços sociais. O que as pessoas cisgêneras precisam entender é que elas não são mais a hegemonia na sociedade, hoje a população trans se levanta e se organiza contra qualquer tipo de repúdio que venha decepar seus direitos.

Estariam as travestis condenadas à prostituição? Pode ser exagero dizer que sim. Mas pode não ser. Antes de qualquer julgamento, reflita: quantas travestis você tem como colegas de trabalho? Seja chefe ou funcionária. E fazendo faxina na sua casa? Na loja onde você compra roupas, talvez? Abastecendo o seu carro ou te atendendo no “por quilo” onde você almoça diariamente? A verdade é que o mercado de trabalho é duro com esse grupo de pessoas que, muito frequentemente, encontra na prostituição o sustento e, principalmente, acolhimento. E se você ainda duvida que elas tenham poucas opções, responda para si mesmo, honestamente, se você contrataria uma.  (VLADIMIR MALUF – Da Redação)

Se analisarmos, na verdade esses espaços pertencem mais à população trans do que a qualquer outro indivíduo cisgênero. Podemos também perceber a forma como somos tratadas dentro da sociedade, somos repudiadas, expulsas de casa, na maioria das vezes perdemos o emprego e o apoio familiar. E somos obrigadas a nos prostituir, sendo remetido a nós o CARIMBO DA PROSTITUIÇÃO. Não que a prostituição não seja uma profissão legitima, ela é legitima, o problema está onde percebemos que não temos a oportunidade de escolha, o mercado sexual se torna o nosso único meio de subsistência. E precisamos também entender que nem toda transexual ou travesti quer se prostituir, temos vontade também de exercer outras profissões. De fato não existe inserção da população trans no mercado de trabalho formal.

Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) mostram que a situação é preocupante: 90% estão se prostituindo no Brasil. A maioria das empresas seguem distantes do processo de inclusão e respeito à cidadania da população trans!

Almejamos também prestar o vestibular para entrar dentro de uma universidade pública. E quando acontece uma inserção das travestis e transexuais dentro da universidade, as dificuldades só aumentam: temos que enfrentar a transfobia acadêmica, os nossos direitos ao nome social são negados, somos restringidas a usar o banheiro de acordo com nossa identidade de gênero… Assim como nos é negado em qualquer outro espaço social. O reconhecimento dos direitos da população trans irá contribuir para diminuição da taxa de evasão universitária. A reflexão seguinte é : UNIVERSIDADE PARA QUEM?


Queremos uma sociedade includente, abolicionista e democrática!

Written by Beatriz