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AFORISMOS SOBRE OS QUAIS ERGUER O TRANSFEMINISMO*¹

Por JAQUELINE GOMES DE JESUS*2

Este não é um texto introdutório. Não se pretende didático, não é um jogral, tampouco se quer esotérico. Exigirá de você alguma experiência, senão a vontade de buscar informações quando não as tiver e, indispensavelmente, a capacidade de refletir de maneira autônoma.

A atual conjuntura cultural permite que se façam as afirmações a seguir, a mentalidade da população está preparada para receber esta mensagem, pelo menos é capaz de ouvi-la. Quanto a entendê-la, isso ainda dependerá de políticas sociais que ainda estão por vir, de uma educação sobre gênero que ainda é embrionária e experimental, de uma estrutura de poder que inexiste.

Neste momento, somos apenas eu e você dialogando. Quem por acaso ouvir nossa conversa, lá nos píncaros dos poderes estabelecidos ou sob as suas sombras, rotular-nos-á de “minoria radical”. Agora acenderei a fogueira.

1. Se posso iniciar descrevendo algo certeiro sobre o transfeminismo é que ele é uma chama e o combustível se chama gênero, embebido no pavio do feminismo — servindo como lamparina ou coquetel molotov.
2. Mas se eu pudesse ser menos objetiva, diria que o pavio, tanto quanto o combustível e a chama, são fabricados.
3. Caso você reflita, andando pelos mesmos caminhos tortuosos desta negra chata que peripateticamente vai planejando modos de luta ao longo da vida, também se perguntará, como eu agora: quem fabricou? O individualismo, elemento essencial de nossa modernidade, direciona nosso olhar para as pessoas, evitando ver os coletivos.
4. Porém, não elenquei como uma das metas deste texto apontar culpados. Então, para não perdermos muito tempo com filigranas, sugiro que se faça outra pergunta: no que o transfeminismo te beneficia?
5. Uma chama pode se tornar pavio de outras chamas.
6. A vós, pessoas trans, foi legado o juízo da inquisição nas chamas do ódio, da repulsa, do avesso do normal que deve ser extirpado — sois novas bruxas e feiticeiros!
7. Você conta em uma das mãos os professores transgênero que conhece? Você conta em uma das mãos os chefes transgênero que conhece? Você acha que assim o é por decreto? Talvez tenham decretado que estas pessoas sejam comparáveis a ratos, como o povo judeu foi assim rotulado pelos nazistas.
8. Agora eu sou apenas as mãos de que essa gente se serve para escrever e a boca para que falem.
9. Transfeminismo: pensamento com ação. Ação entremeada no pensamento. Radical porque vai à raiz das coisas.
10. Transfeminista: alguém que questiona a ordem do dia, gritando dos corredores (quaisquer) que lhe estão roubando a vida.
11. O transfeminismo incendiará os santos de pau oco vestidos com a verdade dos gêneros — mas as costureiras podem tecer para outros ídolos.
12. Por quê um transfeminismo?

Porque ainda há parceiros da população trans que divulgam artigos e livros sobre as pessoas trans de todos os gêneros, mas mantêm um discurso paternalista que infantiliza a população transgênero e generaliza suas diversas mobilizações como se fossem oriundas de um único movimento social, com uma pauta única;

Porque ainda há travestis, homens e mulheres transexuais que internalizam o cissexismo e a transfobia, adotando essas formas de dominação psicossocial como se fossem parte “essencial” de sua identidade;

Porque ainda há pessoas cisgênero e transgênero que, se não naturalizaram o discurso no qual as pessoas trans são sempre as diferentes, e diferentes como sinônimo de inferiores, tentam impelir as pessoas trans a serem objetos de uma guerra teórica segundo a qual elas teriam identidades políticas em tempo integral, e portanto seriam obrigadas a contestar diuturnamente o binarismo de gênero.

13. A transfobia funciona porque os que se apropriaram dos ideários de humanidade e de democracia os vendem em estabelecimentos nos quais a transgeneridade está ausente. O acesso não é permitido, e quem ouse adentrar é expulso.

14. Nem infantilizadas, nem unânimes, nem transtornadas, nem objetos: apenas pessoas, como quaisquer outras. Isso para mim é transfeminismo, uma linha de pensamento e ação que não se permite ser propriedade privada deste ou daquele gênero, deste ou daquele grupo social, desta ou daquela identidade de gênero, mas que pode, isso sim, ser parte do discurso e da prática de todas as pessoas.

15. Transfeministas são sementes que podem ser regadas ou esmagadas. Assassinar pessoas trans é hábito desta sociedade, quanto mais aquelas que defendem a ideia de que são gente.

16. O transfeminismo tem suas raízes no feminismo negro, no feminismo da diferença, nas vertentes pós-estruturalistas do feminismo — e nessas loucas e nesses loucos que vêm gritando dentro de casa, na internet e nas ruas, pelo direito de serem quem são.

17. Um olhar transfeminista é aquele que investiga, no mundo e no tempo, objetividades dinâmicas: contraposto à dominação científica que busca balizar, de forma fixa, totalidades universais.
18. O feminismo negro pariu o transfeminismo, foi um nascimento difícil, um processo longo.
19. Se o feminismo negro exige um olhar afrocentrado, qual seria a exigência do transfeminismo, um olhar a partir do ponto de vista dos marginalizados, das prostitutas, dos humilhados?
20. Comentário à parte 1: há muita militância trans fora do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT, especialmente se levarmos em conta o ativismo online. Creio que estamos chegando em um ponto no qual não fará mais sentido falar em movimentos trans restritos aos LGBT.
21. Comentário à parte 2: causa trans não se restringe a questões de “aceitação”; políticas públicas não se restringem ao âmbito político; histórias pessoais não conseguem descrever plenamente a complexidade da luta trans.
22. Comentário à parte 3: a bandeira do arco-íris é linda, divertida, porém ela tem sido utilizada para encobrir as pessoas trans. Eu escrevo o que ouço: “Que as bandeiras trans sejam hasteadas!”, um sussurro a cada dia mais audível.
23. Reflexões soltas: se é transfeminismo…

…Desmantela e redefine a equiparação entre gênero e biologia;

Reitera o caráter interacional das opressões;

Reconhece a história de lutas das travestis e das mulheres transexuais, e as experiências pessoais da população transgênero de forma geral; e

Valida as contribuições de quaisquer pessoas, transgênero ou cisgênero.

24. O que seria misoginia vinda de mulheres trans? Uma forma de auto-depreciação?
25. O transfeminismo não reforça dicotomias. Isso é diferente de afirmar que pessoas se consideram homens ou mulheres, trans ou cis, e que há privilégios sociais para alguns, em detrimento de outros.
26. Transfeministas são sementes que podem ser cultivadas ou esmagadas.
27. Assassinar pessoas trans é hábito desta sociedade, quanto mais aquelas que defendem que são gente.
28. O transfeminismo tem suas raízes no feminismo negro, no feminismo da diferença, nas vertentes pós-estruturalistas do feminismo.
29. O feminismo negro pariu o transfeminismo, foi uma gestação complexa, um nascimento difícil, enfim, um longo processo.
30. O transfeminismo tanto é filho do feminismo negro que partilha com esse — pelo menos com suas linhas mais críticas — o entendimento de que, se as pessoas negras foram “desgenerificadas” quando da Diáspora (homens negros não eram tidos como homens, nem mulheres negras como mulheres), também pessoas trans têm sido vítimas de desgenerificação, em nome do modelo branco, heterossexual e cisgênero.
31. O transfeminismo é irmão do feminismo lésbico, também este, por muito tempo, taxado como uma ovelha negra por alguns integrantes da família dos feminismos.
32. Se há um compromisso social do transfeminismo, ele é com a construção de uma sociabilidade alternativa.
33. Quais são os desafios do transfeminismo?

Despontar como uma filosofia e uma prática dos movimentos sociais;

Popularizar-se como discurso viável;

Adotar um olhar que reconheça particularidades etnicorraciais, regionais, de classe e habilidades físicas nos contextos sociais diversificados da população transgênero; e

Questionar diuturnamente os modelos idealizados de homem e de mulher.

34. Entender o transfeminismo em si, para além dos estereótipos de gênero e de conflitos pessoais, é um dos desafios atuais dos feminismos.
35. Quais práticas se demonstram mais consistentes para a consolidação do transfeminismo? Criticar a socialização de gênero que aí está, combater a lógica classificatória que segrega pessoas trans de cis sem considerar as nuances entre elas.
36. Se as pessoas trans não forem empoderadas a falarem por si mesmas, continuarão infantilizadas ou tratadas como objetos descartáveis.
37. A razão indolente é um fato cotidiano para pessoas trans: é apagado seu pensamento autônomo como racionalidade possível.
38. Do que falam as pessoas transgênero? De quaisquer assuntos que lhes interessem. Essa mesma pergunta soaria natural se feita com relação às pessoas cisgênero?
39. Devem elas e eles serem assassinados? Demitidos, expulsos, perseguidos, agredidos, ridicularizados, reprovados? Isso ocorre tão cotidianamente…
40. As pessoas trans há muito falam dos sabores amargos em suas bocas, precisam agora dizer que também experimentam delícias e fazem doces.
41. Nem só de lamentos vivem as pessoas trans, mas também de beleza.
42. Uma minoria desprezível: pensamento seguido de sensação de alívio para alguns que observam silentes os gritos de dor, horror ou protesto dessa gente tida como abjeta.
43. Ainda bem que não é comigo — outro pensamento comum.
44. Sabe que falam pelas suas costas — sobre você — quando te saúdam alegremente usando tratamento de gênero incoerente com a sua identidade — a armadilha dos liberais de fachada. Pergunte a eles de quem estão falando.
45. Como identificar uma pessoa cisgênero? Quais são os “marcadores cis”?
46. Por que essas perguntas fariam sentido se fossem feitas com relação a pessoas trans?
47. O que são as mulheres transexuais e as travestis? ( ) coitadas / ( ) doentes / ( ) confusas / ( ) exóticas / ( ) humanas / ( ) putas sujas.
48. O que querem as mulheres transexuais e as travestis? ( ) um homem para chamar de seu / ( ) uma vagina para chamar de sua / ( ) glamour / ( ) viver suas vidas.
49. Homens transexuais, tão invisíveis. Quem não está olhando para eles? Ou talvez a pergunta correta seja: estão olhando para eles ou para outra direção?
50. Falta se pensar na auto-representação de gênero dos homens trans, tanto como…
51 …Na auto-representação sexual dos homens cis heterossexuais que em relações sexuais gostam de serem penetrados por mulheres…
52 …Na auto-representação sexual de mulheres cis heterossexuais que gostam de penetrar homens nas relações sexuais…
53 …Na auto-representação de gênero de homens e mulheres cisgênero cujos pênis, úteros ou seios foram extirpados, por quaisquer razões.
54. Nossos modelos de representação sobre quem são e o que fazem homens e mulheres são por demais tacanhos, deveras pautados pela lógica dos contos de fada, que a massa silenciosa tenta reproduzir no dia-a-dia. Não é à-toa que haja tantos seres humanos invisíveis.
55. O pensamento transfeminista, traduzido por diferentes meios, criará indivíduos sociais novos, que o feminismo ainda terá de reconhecer.
56. Como existir racionalmente na sociedade sexista?

Lutando contra a naturalização das estruturas de dominação e do binarismo de gênero (homem = pênis, mulher = útero).

57. O corpo como território da rebeldia.
58. Ilude-se quem pensa “esse assunto não é comigo”. Iluminando a condição das pessoas trans também conseguimos enxergar a das demais.
59. Como chegamos a ser quem somos? Antigo questionamento da Psicologia para o qual há tantas respostas… A novidade seria perguntar como nós podemos não nos tornar o que os outros são, como se tornarmos o avesso do que tantos idolatram. Pensar gênero no mundo de hoje tem a ver com essa questão um tanto prospectiva e obviamente iconoclasta, tem a ver com mostrar que as estátuas mais adoradas têm ranhuras e podem ser quebradas.
60. Um velho poema escrito por esta quando jovem. Ao fundo, dança uma orixá (escolha a sua, não precisa acreditar):

PORQUE SOU MULHER

Antes de morrer

Quero ver brotar

Do papel mais árido,

O suave prazer

De ter um lugar

Pro som do meu hálito.

Depois de nascer

Desabrochará

A flor do meu nome?

O encanto de ver

Satisfeita cá

Essa minha fome?

Porque sou mulher.

Essa é a minha letra,

Verdade adorada,

Igual a qualquer

Outra, que remeta

À minha alvorada.

Serei este ser

Sempre, não importa

Se dizem “jamais”.

Não posso esquecer

O que me conforta,

Meu canto fugaz.

61. Onde está a mulher ideal, a mulher hiper-real? É tão fácil vê-la nos meios de comunicação, nas propagandas, nos livros didáticos e paradidáticos… porém, há quem a procure com uma lupa pelas ruas, dia e noite, e não a encontra…
62. O apartheid de gênero está entranhado nos corações e mentes.
63. Porém há uma revolução em curso. Ela tem uma festa de lançamento, que já foi marcada pela internet. Talvez se espalhe pelas ruas.
64. Das margens, das sombras, estão aquelas e aqueles que subvertem o controle institucionalizado sobre os corpos, que maquinam contra a tirania do Sexo-Rei.
65. Incomodam, aquelas e aqueles que pulam as cercas que segregam homens e mulheres nesse regime totalitário para a livre vivência de identidades e sociabilidades.
66. Desde o princípio do feminismo como pensamento e ação há um temor no núcleo das inquietações contemporâneas (ocidentais), ora potencializado: de que seja possível se libertar das amarras de gênero, que então se fragilize a estabilidade das identidades e a “naturalidade” corporal do ser mulher ou ser homem.
67. O gênero, quando pensado e abordado como sinônimo de sexo biológico, situa algumas pessoas fora de suas fronteiras rígidas, tornando-se, dessa forma, um conceito excludente, herdeiro do patriarcado e da supremacia colonialista.
68. Como pensar o gênero aquém do sexo? Grandes são os desafios para se superar o paradigma dimorfista. Mais do que instilar medo, precisamos demonstrar confiança.
69. Minha intuição: o caminho começa não no dizer não para o sexo, mas no dizer sim para o gênero.

Era noite de Lua Cheia quando encerrei a escrita destes aforismos (também o Bebê Real nasceu e o Papa chegou). Agora, voltemos nossos olhares para a vida.

*1 Texto a ser discutido durante apresentação da autora na mesa-redonda “TransFeminismos no Brasil”, a ser realizada no dia 19 de setembro, das 9h às 12h, durante o Seminário Internacional Desfazendo Gênero: Desafios Atuais dos Feminismos, na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis.

*2 Doutora em Psicologia Social do Trabalho e das Organizações pela Universidade de Brasília. Escreve no blog Jaqueline J.

Written by Hailey

9 Comments

  • Não entendi como o transfeminismo vem do feminismo da diferença. Do feminismo negro sim, mas da diferença? Ai ai… e o diferencialismo cresce cada vez mais no Brasil….

    • Oi, Felipe Bruno! Tudo bem?
      Veja, eu aprofundarei essa discussão sobre transfeminismo e feminismo da diferença no simpósio temático Feminismo Transgênero ou Transfeminismo. Adiantando em síntese o meu raciocínio, explico que o pensamento transfeminista remete ao feminismo da diferença no que se refere à pressuposição deste de que o gênero decorre de traços culturais, fundamentados no binarismo de base biológica, que determinam percepção de diferenças.
      Essa característica do feminismo da diferença irá dialogar com o princípio transfeminista de redefinição da equiparação entre gênero e biologia.
      Mas essa discussão será feita lá, ao vivo. 🙂 Grande abraço.

  • Parabéns Jaqueline! Equilibrada e inflamada. Renovou meu ânimo para autodenominar-me transfeminista. Lindos e fortes pensamentos.

  • Nossa, Leila, obrigada pelo carinho e reconhecimento! Que coisa boa saber que minhas palavras expressam essa força que te anima!
    Grande abraço!

  • nossa que texto lindo.. em mim ressoa uma manifesto.. quanta potência, quanta vida!!! lindo lindo demais!!

    só uma coisa.. não entendi essa da desgenerificação das pessoas negras. em que sentido você fala disso? minha discussão sobre o tema não é muito profunda, mas ao que me parece (pelo pouco que li e conversei sobre a questão negra no brasil) a divisão sexual na produção estava bem demarcada e havia um reconhecimento a partir do gênero.. ou não??

    • Oi, Moli! Fico tão feliz com seu comentário.
      Preciso reservar um tempo para revisar o artigo, já percebi que ele tem algumas repetições e outros erros que precisam de correção.
      Sobre desgenerificação das pessoas negras, isso se refere a uma linha do feminismo negro que chegou à conclusão que o conceito de gênero, da forma como foi construído, é racista e sexista, porque nele, originalmente só caberiam pessoas brancas dentro de padrões eurocêntricos e machistas. É uma boa discussão. Penso que vale para as pessoas trans e outras que não se enquadram nos modelos idealizados de gênero impostos por quaisquer instâncias hoje. É uma reflexão: temos de reconstruir o que as pessoas entendem por gênero? Eu acho que sim. Se antes “mulher” era apenas a branca de classe média com filhos, alvo de críticas do feminismo negro, atualmente esse conceito não tem incluído outras pessoas, como as trans, e temos, como transfeministas, na academia ou nos movimentos sociais, feito críticas a respeito desse determinismo de base biológica.
      Abraços!

  • ótimo texto! o transfeminismo me representa!

  • ei jaqueline!!
    acho que entendi a questao da desgenerificaçao.
    racista e sexista no sentido das universalizaçoes do que “é” a mulher, o homem.. como se nao estivessemos sempre (com ou sem concsiencia-?) falando de nossos (supostos) pares, falando a partir de onde estamos, com a nossa visao e projetando na outra, insensivelmente a sua realidade e as questoes que sao proprias de sua propria existencia (a outra).
    universalizaçao e essencializaçao dessas duas formas ja dadas (dadas a partir de convençoes sociais, que foram criadas/impostas).. e sexista pelo biologismo dessas formas essencializadas na formaçao dos discursos sobre genero e sexo..
    até onde consigo entender é por aí..
    muito interessante esse termo desgenerizaçao.. imagino que tenha vindo a princípio como uma crítica a produçao do discurso de genero. e.. nao sei, mas vejo tambem como possibilidade hoje.. possibilidade de luta, na negaçao mesmo do discurso de genero tal como está posto, e, no limite negaçao de qualquer tipo de conceito, de forma ou narrativa que venha querer enquadrar uma subjetividade. estive usando a palavra degenerada nesse sentido.. e dando abertura tambem para outras leituras em relaçao a margem, a loucura..
    oque voce acha?? se achar que to viajando mal (porque to sempre viajando na real, em todos os sentidos, rs) pode falar sem problema nenhum. estamas aca para isso!! aprender e trocar!!
    e tem essa coisa tambem de ir entendendo conforme se escreve (me ajuda muito a articular as ideias).. e aí rola meio que um limite mesmo até pro desenrolar da propria escrita.. enfim.. processos..
    se puder dar mais referencias dessa linha do feminismo negro fico agradecida!!
    mas desde ja sempre grata!!!

    abraço!!

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