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Nada é tão ruim que não possa piorar, temos muito a TEMER temer Full view

Nada é tão ruim que não possa piorar, temos muito a TEMER

Texto de Vanessa Gabriela Nasser.

2016 é um ano difícil, para quem luta por igualdade, e por políticas públicas de afirmação de minorias, foi o ano em que o fundamentalismo existente no país deixou o fundo do poço em que estava, deixando dentre nós uma falsa sensação de que ele já estava morto, o ano de um golpe de estado contra a presidenta, com profundos elementos machistas, deixou de ser uma reação de discordância aos progressos sociais conquistados por políticas de inclusão de renda que é feita pelo espectro político de esquerda e passou a ser permeado por um discurso de ódio patrocinada por uma mídia monopolizada e patrocinada pela família Marinho e a editora abril (que o diga a famigerada expressão bela, recatada e do lar).

Essa raiva e essa melancolia da classe média, que parece tão triste como Augusto dos Anjos mas que não passa de ódio aos pobres como tinha Lobato, ameaça avanços que tivemos em políticas de inclusão de renda, tanto à liberdade de minorias sociais no nosso país, e querendo implodir nosso sistema democrático que já é torpe pela relação política promíscua entre interesses públicos e privados.

E é neste contexto obscuro que entra a cidadania LGBT, especialmente das pessoas transexuais, a partir de agora temos um governo que anda lado a lado com os setores mais reacionários da sociedade, que acham normal postar vídeos junto de Marco Feliciano (aquele da cura gay, e que disse que a AIDS é um câncer LGBT), Bolsonaro (sem comentários) e outras figuras patéticas que representa o fundamentalismo evangélico.

 Isso acaba tomando um caminho irracional que vai na maioria das vezes para o fanatismo, algo que devemos na medida do possível evitar em uma discussão política (e politizada) saudável. Tem uma carga de ódio, autoritarismo e, muitas vezes, sede de sangue. Já há na televisão e nos jornais policialescos um sinal verde para a legitimação sociopolítica dos linchamentos e o justiçamento inspirados em jornalistas reacionários como Sheherazade e Datena. Torturam e matam pessoas, não importando se foram pegas em flagrante ou se eram inocentes vítimas de acusações injustas.

Essa legitimação da violência contra quem foge da “normalidade” social e sexual, e até de pessoas que são confundidas com as chamadas “minorias”, vai ser potencializada com este governo Temer que não colocou mulheres em seu ministério, não colocou negros, tão pouco passou perto de se importar com a população indígena que sofre genocídio (só pra lembrar, Blairo Maggi na agricultura, o cara que desmatamento pra ele é mato, desmatou metade do Matogrosso pra plantar soja).

A luta continua, nossa cidadania é prioridade, nossa humanidade é necessidade.

 

Written by Beatriz